sábado, 29 de junho de 2013

O que é o Baralho Cigano ?

Ao contrário do que diz o nome, este não foi criado pelo povo cigano, e sim redescoberto e amplamente divulgado, sua criação se deve a francesa Anne Lenormand por volta de 1840.
Mademoiselle Lenormand ficou famosa pela precisão de suas previsões, atendendo a figuras ilustres da realeza da França. Numa casa de altos e baixos em Paris, esta mulher jovem, acompanhada de seu gato preto, espalhava sobre a mesa as cartas do seu Baralho e previa o futuro de seus nobres consulentes. Ela atendia figuras da alta sociedade da época e grandes líderes, como Robespierre e o Imperador Napoleão Bonaparte.

Profunda estudiosa dos assuntos esotéricos, Anne criou este baralho tomando por base o baralho do tarô, que por ocasião de sua morte ficou adormecido e em 1900 redescoberto pelo povo cigano. Dai seu nome.

Assim como todos os jogos de cartas, o baralho cigano nos remete a leitura de mensagens bloqueadas em nosso inconsciente, funcionando assim como chave para abertura e conseqüente forma de externar nosso entendimento.
 Pratico e de fácil interpretação, diferente do tarô que se divide em arcanos maiores e menores o baralho cigano é composto por 36 cartas, que por sua simplicidade não se faz necessário decorá-las ou guardar sua disposição. É um oráculo que beneficia a intuição, por isso é comum dizer que é legitimamente feminino, mas pode também ser usado por homens. É também baseado no baralho comum. Não há diferença de importância entre as cartas como no tarot e cada uma delas pode vir acompanhada de varias mensagens.

consultas pelo  fone 77 99813363  ou pelo email recantoesoterico@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O que é o tarô



Conta a estória, que o Taro é um sistema antigo de conhecimento que foi ensinado através dos tempos em escolas secretas de mistério. Então primeiramente podemos concluir que o Taro era um livro da Sabedoria, na época procurado para aconselhamento nos mais diferentes assuntos. 
Quando os sacerdotes (herdeiros da Sabedoria da Atlântida), previram a queda da civilização egípcia, ocultaram esses conhecimentos sob a forma de laminas de um baralho e o legaram aos ciganos, sabendo que, com a adivinhação e devido ao hábito do jogo, tais conhecimentos chegariam a posteridade. 

Isto feito, o grandioso sistema simbólico do Livro da Sabedoria – O Tarô – foi dado à humanidade sob a forma de um baralho de 78 cartas. Esse jogo, feito para atravessar séculos, como realmente aconteceu, reúne e comunica todos os conhe-cimentos dos homens, refletindo as suas concepções do mundo.

Nessas 78 cartas, divididas em 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores – os sábios egípcios encerraram toda a sabedoria que tinham herdado, todos os conhecimentos que possuíam, toda a verdade que lhes era acessível a respeito de Deus, do Universo e do Homem. A estrutura fixa do sistema impediu qualquer deturpação, e o Taro ainda hoje em dia permanece como uma fonte de sabedoria para quem possui olhos para ver e ouvidos para escutar sua linguagem silenciosa. (Arcano: do latim Acanum, significa um mistério cujo conhecimento é indispensável para compreender um grupo determinado de fatos, leis ou princípios. Sem o conhecimento do Arcanum, nada pode ser feito no momento que surge a necessidade de tal compreensão. Arcanum é um mistério acessível a uma inteligência suficientemente diligente nessa esfera).

Estes arcanos, pelas investigações sucessivas de inúmeros pesquisadores do assunto, chegaram até nós em uma forma simbólica de cores, figuras geométricas números e letras. De acordo com a tradição na época estas figuras foram colocadas nas paredes das galerias subterrâneas, onde o neófito penetrava para uma série completa de provas. O Tarô é considerado um esquema da cosmovisão dos Iniciados da antigüidade. 

No início do século 19, os 22 arcanos maiores foram vinculados as 22 letras do alfabeto hebraico por Eliphas Levi. A cada letra desse alfabeto foi atribuído um valor numérico definido. A passagem pelos 22 arcanos é um verdadeiro aprendizado de como podemos conduzir nossa existência, através dos conhecimentos adquiridos e da nossa intuição. O caminho nos força a ver que nada do que procuramos pode ser achado fora de nós mesmos: existe somente dentro de nós. A iniciação em qualquer empreendimento, consiste em essência, na busca da Consciência – do que vai ser empreendido e - no Grau do Poder de Realização – do que se vai realizar. 

Já os 56 arcanos menores representam os 4 caminhos, associados aos 4 elementos: ar, terra, água e fogo, que a alma deve percorrer para alcançar a perfeição. Cada caminho é constituído de 14 laminas.

No século 20, o Taro recomeçou nos anos 45 na Europa e 50 nos Estados Unidos. Hoje no mundo existem mais de 250 diferentes baralhos de taro: Taro de Thot, de Rider-White, Mitológico, dos Índios, dos Animais, das Flores, das Bruxas, dos Boêmios, de Marselha, of Transition, Egípcio, Maçonaria, Cigano etc.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Auto estima

Auto-Estima
Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sou uma bruxa porque


Sempre que abro os olhos, ao despertar, me emociono por mais um dia para viver, livre e comprometida com as coisas e as causas da Grande Mãe. Neste momento, procuro refletir a respeito dos tantos dias que nos foram tirados, por inveja, injúria e cobiça, e peço luzes e força a Deusa Mãe para o dia de hoje.

Sou uma bruxa porque, ao abrir as janelas e respirar o ar da manhã, agradeço à Deusa pelo dom da vida e celebro o Pai ar pela sua presença em mim.

Sou uma bruxa porque, ao me alimentar, celebro aquele bendito alimento e bendigo todos aqueles que contribuíram com seu trabalho para que o mesmo chegasse à minha mesa.

Sou uma bruxa porque, sempre de alguma forma renasce o amor em mim, e minha alma agradecida transmite luz.

Sou uma bruxa porque sempre me envolvo e me comprometo a serviço da justiça e da paz no mundo.

Sou uma bruxa porque estou sempre insistindo em abrir as portas do meu coração, para transmitir os ensinamentos dos antigos e facilitar o despertar da grande arte nos corações dos que me cercam.

Sou uma bruxa porque estou sempre acendendo um fósforo sem maldizer a escuridão.

Sou uma bruxa porque busco a verdade sem jamais me conformar com a mentira e o subterfúgio.

Sou uma bruxa porque sempre renuncio ao egoísmo e procuro ser generosa.

Sou uma bruxa quando sorrio para alguém, mesmo estando muito cansada, pois conheço o valor do sorriso.

Sou uma bruxa quando preparo um chá que vai curar, ou pelo menos amenizar a enxaqueca daquela vizinha chata.

Sou uma bruxa quando tomo um animal em meu colo para lhe amenizar a dor. Quando planto e colho uma erva e agradeço a Gaia por tamanha dádiva.

Sou uma bruxa quando persigo a luz de uma estrela com o olhar e o coração nas trevas que nos circundam. Quando levo a fé nos Deuses por entre linhas, apenas com minhas ações.

Sou uma bruxa quando, em rijo, sinto o rio do sangue da vida que escoa nas minhas entranhas. Quando sou fogo que estimula o coito, e água que transforma e modifica cursos. 

Sou uma bruxa porque me aconchego no seio sagrado da terra, voltando ao colo sagrado. Quando abro o círculo invocando os ventos do norte, buscando no canal dos antigos o néctar do renascer.

Sou uma bruxa porque quando falo em liberdade me sinto águia. Quando falo de sabedoria me sinto coruja, e quando falo do belo me sinto arara.

Sou uma bruxa porque estou sempre atenta ao perfume, que não posso derramar no próximo sem que também me atinja, e a lei tríplice se faz em mim. 

Sou uma bruxa quando vivencio o sabor do pão partilhado. Quando procuro pedir perdão e recomeçar. 

Sou uma bruxa quando me recolho ao silêncio perante um julgamento preconceituoso ou injusto a meu respeito, e entrego ao tempo, o único pólo óptico da verdade imutável.

Sou bruxa quando desenvolvo em meu ser a humildade de viver e morrer como o grão de trigo, para depois frutificar searas de luz, de tenacidade e de esplendor.

Sou uma bruxa porque estou sempre ressurgindo das cinzas como Fênix. E assim, retomo a minha vivência concreta, cujo itinerário principal é a minha Deusa interior, forte, guerreira, translúcida, serena e amorosa a despertar em mim.
Por tudo isso sou uma bruxa!